Promoção – Maurício Meirelles “Levando o Caos”

Maurício Meirelles tornou-se notável pela forma como se comunica com seu público. Mais que um show de stand-up, seus espetáculos cada vez mais contam com as histórias e as curiosidades que surgem das pessoas sentadas na plateia. Em entrevista ao Guia de Teatro, o humorista falou sobre esse formato que vem dando tão certo e dos dois prêmios consecutivos que ganhou como Melhor Show de Stand-up Comedy do Brasil (2016 e 2017) . Leia a entrevista completa logo abaixo da promoção!

Preencha o formulário abaixo
para concorrer a ingressos:

Crédito: Edu Moraes

Crédito: Edu Moraes

Guia – De onde vem o nome do seu show LEVANDO O CAOS?

Maurício – Eu acho que tem a ver com o tipo de show que estou fazendo agora. É um show totalmente interativo. E tem um quadro que já é bastante conhecido, o “Web Bullying”, em que eu entro nas redes sociais das pessoas e, de certa forma, as levo ao caos. Além disso, tem o “Trauma”, um outro projeto que eu tenho onde as pessoas da plateia são entrevistadas e contam seus maiores traumas. Eu acho que esse é o momento mais engraçado do show. E tem ainda o meu stand-up, com 1 hora de show onde o tema é o caos que a gente está vivendo hoje – as discussões de pautas que a gente está debatendo (feminismo, machismo, homofobia) e a gente acaba falando sempre de assuntos caóticos.

 

Guia – Você ganhou, pelo segundo ano consecutivo, o Prêmio de Melhor Show de Stand-up Comedy do Festival Risadaria. Isso mostra que você está no caminho certo.

Maurício – Esse prêmio é extremamente importante, porque quem votou foram os próprios comediantes e produtores. Isso é o que mais me enaltece. É o segundo ano consecutivo! Eu estou sempre querendo fazer textos novos, sempre diferenciando meu tipo de humor, e acho que as pessoas estão observando isso. O prêmio é um grande reconhecimento.

 

Guia – Você tem levado seus shows para brasileiros que vivem fora do Brasil. Eu assisti a um deles em Lisboa e senti que você acaba proporcionando uma ligação dessas pessoas com o seu país de origem. Como é fazer isso através do humor?

Maurício – A gente vive num mundo globalizado e qualquer coisa está na internet. Mas tem coisas que nem a internet pode dar. Esse sentimento de brasilidade… Eu fiz uma turnê bem grande pela Europa. Passei por Portugal, Holanda, Dublin, Amsterdã, Londres, Irlanda e foi muito bom porque eu tive um encontro com o público que eu não estava acostumado a ter aqui no Brasil. Porque o público de teatro aqui do Brasil às vezes é mais das classes A e B. Esse cara que saiu daqui para tentar a vida lá fora está numa situação diferente. Ele às vezes nem conhece o que foi o CQC aqui, por exemplo. Tem gente que vai assistir só porque é um brasileiro que está fazendo sucesso e apareceu por lá. Aí eles querem ver qual é. E esse é um outro termômetro.
Eu acho que humor tem muito a ver com identificação. Então, quando eu vou fazer uma turnê em Campinas, em São Paulo ou então em Portugal, tem uma coisa de inteligência emocional; eu tenho que tentar entender como é que está a situação naquele lugar, o que está acontecendo, e tentar virar o grande amigo que vai bater um papo e dar uma risada sobre um assunto do momento. E as pessoas se identificam com aquilo que eu estou falando.
Em cada lugar que eu vou – e aí entra a artimanha do comediante – eu tento entender como está o contexto daquele lugar. Por exemplo, eu fui fazer show em Amsterdã. O contexto do pessoal de Amsterdã é totalmente oposto ao do pessoal do Renaissance. O cara já está há 30 anos lá. O emprego do cara é de pedreiro, a menina é empregada, e estão muito felizes lá, mas longe da família. Então o que eu levo pra eles é mais uma brasilidade, enquanto aqui no Brasil eu faço uma crítica mais pontual sobre um assunto que está acontecendo. Às vezes o assunto pontual daqui nem é o mesmo assunto que o de Amsterdã. Eles estão preocupados com a vida deles, não estão preocupados com o que vai acontecer com o Lula. Eles sabem por alto e não querem tratar disso tão a fundo, porque eles já saíram desse câncer que é a política brasileira. Mas eles querem saber como está a vida da família deles aqui.
Na verdade, eu acho que o grande trabalho de um comediante é entender, caso a caso, como é a sua plateia, e a partir daí fazer um show específico e único para cada público. Obviamente que eu não vou mudar o meu estilo de humor, mas eu procuro ver o que eu tenho para oferecer pra essa turma, e eu vou fazendo uma coisa meio que a 4 mãos – a plateia e eu. Eu gosto muito desse humor interativo, das pessoas participarem, porque elas é que fazem o show ser único.
Eu sempre fui um cara de stand-up raiz, de subir no palco, fazer 1 hora de show, e sair dali para fazer uma outra sessão. Mas eu sempre achei que tenho uma habilidade que vai um pouco além do stand-up convencional que é esse lance de bater papo com a galera, de encontrar coisas. Eu quero formar no meu show um gueto, uma turma que participou daquilo. Então, é muito engraçado. Você mesmo (para o entrevistador) falou pra mim que me assistiu em Lisboa no show em que eu brinquei com aquele rapaz magrelinho. E só quem estava naquele show é que viveu aquilo. Então, aquele show foi uma coisa única daquela galera. Eu acho que ganhei o prêmio em cima dos textos de stand-up que eu tenho. Eu tento fazer um texto diferente e sair do superficial. Acho que a galera acabou observando. E o show se complementa pelos outros quadros que eu sempre tento inovar. Eu sempre ofereço pro meu público um show de pelo menos 1 hora e meia, o que justifica ele sair da casa dele, passar por violência na rua, pagar estacionamento caro, lutar contra gripe, febre, pra justificar esse pagamento que ele está fazendo. Então, é o mínimo de 1 hora e meia de risada pra caramba.
Isso é uma garantia!

Serviço:

Levando o Caos
Temporada até 24 de fevereiro
Apresentações: Sáb, 23h59.
Local: Teatro Renaissance. Al. Santos, 2233 – Cerqueira César

30.1.2018
 
Author: Cristiane Joplin

Redatora do Guia de Teatro

3 Comentários
  • peterson leite Pereira

    eu gostaria muito de asistir ese teatro eu amo teatro adoro sou fanatico me chamo peterson

  • Vilma Aparecida Martins

    Bom dia!
    Adoraria assistir o espetáculo. Obrigada pela oportunidade de participar do sorteio. Abraço.

    • Cristiane Joplin

      Vilma, tudo bem?
      Em breve teremos mais sorteios :)
      Boa sorte e obrigada pela participação!

Adicionar comentário